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Rolé até Barra de Guaratiba

Rio, 13 de março de 2011.

Fui convidado por um amigo (Rodrigo) para pedalar com o grupo Ciclista JPA da Pça. Jauru (Taquara) até Barra de Guaratiba.

Acordei bem cedo (às 5:30) e já comecei o dia levando um susto. Já tinha arrumado tudo e quando fui pegar meu camelo, vi que ele não estava lá. Como ninguém lá em casa pega o meu camelo, imaginei logo que alguém tivesse roubado. Instantes depois o meu primo aparece com a porra da bicicleta. Xinguei muito ele.

Depois do susto fui pra Taquara e lá encontrei o pessoal que ia pedalar. A saída estava prevista para 7:00, mas acabamos saindo às 7:30. Dali, iríamos seguir para a Av. Ayrton Senna para encontrar mais dois ciclistas. Se o Rodrigo tivesse me avisado que encontraríamos mais pessoas na Av. Ayrton Senna não teria pedalado até a Pça. Jauru. Mas pensando bem, se o objetivo era pedalar, não tenho do que reclamar. Ficamos um tempo conversando enquanto alguém trocava uma câmara furada. A próxima parada era o pé da serra que liga entre o Recreio e Guaratiba, seguindo pela Av. das Américas. Éramos 11 ciclistas.

Assim que saímos e pedalamos uns 500 metros, o Rodrigo me avisou que a minha roda traseira estava bambeando demais. Já estava suspeitando disso, mas geralmente sinto que a roda bambeia com mais intensidade quando desço alguma ladeira (“lomba” para os gaúchos). Havia sentido isso quando desci a Grajaú-JPA dias atrás quando fui pra bicicleta em apoio à Massa Crítica de Poa. Pensando que se tratava de pneu vazio ou algo semelhante parei em um posto para calibrar, mas o problema não era (é) do pneu. Esse pouco tempo que parei para calibrar foi o suficiente para que a maior parte do grupo disparasse na frente. Quando voltei a pedalar, acelerei bastante porque sabia que quando o pessoal pegasse a Av. das Américas iria comer asfalto que nem louco. Consegui alcançar um dos ciclistas, o cara estava bem devagar (tipo 22 km/h, no máximo). Decidi ir junto com ele para não deixá-lo sozinho e também porque queria descansar um pouco depois da esticada. Assim fomos até o pé da serra. Só no finalzinho (últimos 2 ou 3 km) é que deixei ele para trás, mas ali já estávamos bem perto do grupo.

O restante do grupo já estava ansioso esperando num posto. Quando o camarada que ficou pra trás chegou, descansamos mais um pouco e seguimos para subir a serra. Agora a brincadeira ia começar.

Permita-me fazer uma digressão.

Diferentemente do Rio, aqui em Poa para qualquer lugar que eu vá, tenho que pegar uma ladeira. Logo que comecei a andar de camelo aqui, achei isso uma merda. Com o tempo, além de me acostumar a subir ladeiras, fui pegando o gosto por isso. Às vezes quando volto do Centro, prefiro subir a Cristiano Fischer do que a Antônio de Carvalho (a primeira é bem inclinada, mas não é tão longa quanto a segunda; já a segunda é longa e não é tão inclinada). Uma vez tentei subir a Oscar Pereira para ir ao Santuário Mãe de Deus, mas foi foda. Tive que parar para descansar, não deu para subir de uma vez. Além do baita desgaste, a pista é estreita e fluxo de carro e ônibus dificulta ainda mais. Mas gostei do incentivo que alguns motoristas deram, foi bem bacana mesmo. Um dia chego lá. Em suma, Poa está me preparando para encarar essas lombas da vida.Quando me sentir preparado, visitarei meu amigo Douglas em Belo Horizonte (um lugarzinho cheio de ladeira).

Fim da digressão.

Quando começamos a subir, decidi ir com o pessoal que estava na frente para ver se aguentava o pique. Aguentei bem. A subida foi um pouquinho longa, mas não era íngreme. Quando parte do grupo (4 pessoas) chegou no topo da serra, esperamos os demais. Recebemos a notícia que o camelo do Vitão havia quebrado logo no início da subida.

Foto: Pablo F. Gazitúa

Infelizmente, o Vitão não pôde continuar. Uma pena, não só pela companhia, mas também porque ele tinha preparado uma câmera na bicicleta para filmar a descida. Depois que reunimos todo o grupo, descemos a serra em direção à Guaratiba. O engraçado é que dessa vez a roda traseira não bambeou. Quando pegamos a Est. Burle Max de Guaratiba, seguimos num ritmo mais lento até Barra de Guaratiba.

Em Barra de Guaratiba, nossa pausa foi bem maior. O pessoal parou para lanchar. Tirei algumas fotos, tomei um mate, comi umas bananas e aproveitei para encher a caramanhola (garrafinha da bicicleta). Ah! outra digressão: de manhã quando saí de casa, amassei umas folhas de hortelã e coloquei dentro da garrafinha. Pus a água (em temperatura ambiente) e dei uma sacudida e a água ficou com um gostinho de hortelã. Não sei o efeito “medicinal” disso, mas deixou a água mais refrescante. Lá em Barra de Guaratiba, enchi a garrafinha com água gelada e o gosto se manteve. Vou pesquisar para saber se existe alguma contra-indicação. (fim da digressão).

Nesta foto está faltando o Vitão

Já na volta paramos para tirar mais algumas fotos e seguimos para serra que liga Barra de Guaratiba à Grumari. Essa serra é bem desgraçada, mesmo para os carros ela é bem complicada – muito íngrime e com curvas bem acentuadas. Foi uma subida bem difícil, eu suava feito um porco. O foda de subida como essa é controlar o camelo. Se você colocar numa marcha muito leve, tem que tomar cuidado para não pedalar com muita força e empinar para trás. O macete é jogar o corpo para frente e controlar a força da pedalada. Um pouco depois do topo tem um mirante bem legal.

Praia de Grumari

A descida (sentido Grumari) não é tão íngreme quanto a subida, mas tem curvas acentuadas e remendos no asfalto. Ainda assim, é possível desenvolver uma velocidade boa, por isso é bom cuidar com os carros, curvas e buracos. A parte da praia de Grumari, confesso, foi um pouco chata, pois tem uma estrada longa de paralelepípedo. A opção é seguir por uma calçadinha de terra batida, não é lá essas coisas, mas trepida menos. Na subida em direção à Prainha a estrada é asfaltada.

Pablo fazendo levantamento de bicicleta.

Passamos pela Prainha e fizemos um descanso quando chegamos ao Recreio. Tivemos que esperar o Rodrigo e outro ciclista, pois a corrente de um deles havia arrebentado. Por sorte, passou um carinha com uma chave de corrente e fez o reparo necessário. Seguimos pedalando pela orla até o Parque Marapendi e contornamos parte do parque até chegar a Av. das Américas. Nesse trecho de volta o grupo já começou a se dispersar. Aliás, sempre tenho a impressão que as pessoas pedalam mais rápido quando estão voltando para casa. Acompanhei parte do grupo até o Autódromo e esperei pelo Rodrigo, pois ainda tinha que passar na casa dele para buscar uma camiseta. Quando nos encontramos, fomos bem devagar pela Est. dos Bandeirantes até a Taquara. Depois de me entregar a camiseta, ele me acompanhou até o R9. Dali segui pela Est. do Tindiba para casa. Antes, porém, só para matar saudade do colégio onde estudava, subi a Ladeira da Freguesia. Já estava bem cansado e tinha que desmontar o camelo para vir para Poa, então voltei direto pra Gardênia.

Foram 91,28 km em 4:35:17. A rota inicial (abaixo) foi feita pelo Márcio, mas ela foi alterada. Mais fotos na página do Grupo Ciclista JPA.

Rota feita pelo Márcio

Gostei do meu desempenho na pedalada, sobretudo nas subidas. Ainda tenho dificuldade em manter uma velocidade alta em lugares planos. O Rio me deixou meio preguiçoso, espero retomar o pique aqui em Poa.

 

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3 Comentários

  1. Hehehehe… que bom que gostou.
    Eu tenho dificuldade em me manter nas subidas… no plano eu to seguindo muito bem.
    Também estou em preparação de um camelo melhor e quem sabe algumas ciclo-viagens para o futuro.

    Notícias, a bicicleta do Vitão sobreviveu a operação e já está em casa, provavelmente esse domingo ela faça a fisioterapia de uns 80km. Eu não os acompanharei pois amanhã, dia 20 é dia de pedal com trilha. cerca de 35km até o Parque do Mendanha + Trilha de 1h + pedal até Campo Grande no churrasco dos ciclistas + Retorno, ainda a decidir se por Guaratiba ou Av. Brasil.

    Vou voltar com o meu blog contando mais histórias minhas.
    Até breve !

    Responder
  1. de camelo

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