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Um apelo e sobre Fulanos, outros e etc

Sei que corro o risco de ser mal interpretado ou mesmo de cometer o erro de dizer algumas coisas num momento inoportuno. Mas vou assumir o risco.

Bem, na última sexta (02/03) ocorreram 5 mortes de ciclistas no Brasil. Em São Paulo, Belém, Distrito Federal, Recife e Pomerode. Todas as mortes igualmente absurdas, contudo diferentemente mencionadas.

Muito se tem falado do caso na avenida Paulista (São Paulo). Até porque é a segunda vez que ocorre morte de ciclista na Paulista envolvendo um ônibus. Difícil não relacionar os dois casos. Mas não é exatamente sobre as mortes que pretendo falar, mas da cobertura (jornalística ou não) que se tem dado aos casos. Sobre o caso da avenida Paulista, apesar da investigação ainda estar em andamento, já entrevistaram testemunhas, já prenderam o acusado (que já foi solto ao pagar fiança), pode-se fazer uma reconstituição do ocorrido, a imprensa nos dá inúmeras informações sobre a vítima e por aí vai. A enxurrada de informações se deve a diversos fatores, tais como: a articulação dos ciclistas (e de outras pessoas que se indignaram com o caso), a proximidade da vítima com os ciclistas, grande número de grupos jornalísticos na cidade e visibilidade que é dada à avenida Paulista.

As outras vítimas de sexta não contam com toda essa cobertura por parte das pessoas de um modo geral e da imprensa. Das 5 vítimas, até onde pude ver, temos o nome de apenas duas. Não sei se é válido especular razões para a ausência de informação, talvez seja perda de tempo. Creio que o mais importante seja buscarmos essas informações. Porque, ainda que amigos e familiares das vítimas tenham honrado seus queridos, eles serão reduzidos a uma mera estatística. Justamente porque suas mortes não contam com o mesmo rigor e atenção.

Meu pedido é que busquemos informações sobre as demais vítimas e não deixemos que esses outros casos passem em vão. Batidos, despercebidos, estatísticos. Cobremos que a imprensa (sobretudo, os órgãos que possuem filiais espalhadas em diversos lugares do Brasil) busque e nos forneça detalhes do que ocorreu; peçamos aos ciclistas moradores dessas cidades ou de cidades vizinhas informação e manifestação; se não fizermos isso, querendo ou não, daremos menos valor a um caso do que outro. Não podemos adotar (mesmo sem saber) a mesma mentalidade dos grandes órgãos de imprensa que focam suas lentes no eixo Rio – São Paulo. E quando digo Rio – São Paulo, refiro-me a parte do Rio e parte de São Paulo. Essa mentalidade que divide bairros, cidades e países, diferenciando-os em importância midiática é a mesma que dá origem a atitudes carrocêntricas, que moldam cidades pensando principalmente nos carros. Obviamente, dado a distância, não podemos ser tão ativos em outras cidades, mas façamos um esforço para saber, ao menos, os nomes das vítimas. Creio que isso seja o mínimo.

Esse desabafo é em memória das vítimas de sexta.

Juliana Ingrid Dias (São Paulo), Misael Severino dos Santos (Pernambuco), Fulano (Distrito Federal), Hélio Nunes da Costa (Marituba) e Matheus Duarte Mueller, 9 anos, (Pomerode). Pretendo atualizar este post até sexta, pondo o nome das vítimas (quem sabe até mais informações). Por favor, ajudem-me.

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8 Comentários

  1. Reblogged this on Vá de Bici.

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  2. Marcia do Nascimento.

     /  05/03/2012

    A solicitação procede… Que sejam dados os outros nomes…..e/ou ocrrências.

    Responder
  3. lobodopampa

     /  05/03/2012

    Feliz lembrança dentro desta infeliz situação.

    Só podemos chorar, lamentar ou sermos minimamente tocados pelas perdas de vidas de pessoas que têm rosto, nome, história, entes queridos.

    Fica muito difícil ignorar o sofrimento quando este é visível e personificado, e não apenas expresso em números.

    Faz parte da nossa crueldade social/cultural tratar pessoas de maneira diferente tbém em função de classe social, status, fama, etc.

    Para mudar isso, só se dando conta primeiro.

    Responder
  4. Guilherme Tolotti

     /  05/03/2012

    Não achei inoportuno, se alguns casos foram mais noticiados porque a mídia não conseguiu evitá-los, podemos trabalhar para mostrar a importância também das outras ocorrências.

    Responder
  5. Matheus Duarte Mueller, 9 anos, Pomerode, SC.
    O nome foi divulgado no mesmo dia.

    Responder
  6. Eternamente grato. Bem, só falta um. Mandei uns emails e vou fazer umas buscas na internet hoje. Além disso, vou tentar entrar em contato com grupo ciclisticos das cidades pode ser que tenham mais informações sobre o caso e o andamento das investigaçãoes, etc.
    Brigadão mesmo.

    Responder
  1. Bicicletada Nacional: em todo Brasil, ciclistas vão às ruas pedindo mais segurança e eqüidade no trânsito « Bicicleta na Rua

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