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1º Bicicletada Zona Oeste Rio

Rio, 14 de maio de 2012.

–  apenas palavras sem muito rigor –

Na última sexta (11), ocorreu a 1º Bicicletada Zona Oeste Rio. Éramos 25 pessoas de diversas partes da cidade, zona norte, sul e da própria zona oeste. Uns já haviam participado de outras Bicicletadas ou Massas Críticas, outros nunca tinham participado, mas já tinham ouvido falar. Decidimos o trajeto e saímos do Largo do Pechincha em direção ao Anil, passando por locais onde haviam maior quantidade de pessoas (bares, lojas, etc.). Apesar de preferirmos passar por lugares mais movimentados (afinal, o objetivo é dar visibilidade aos ciclistas), também passamos por locais bem vazios – o que é um tanto inevitável aqui em Jpa.   

O fluxo de ciclistas na região  (sobretudo na avenida Geremário Dantas e estrada de Jacarepaguá) não são tão intensos. Ver um bando de mais de 20 ciclistas compartilhando a avenida em plena hora de rush (sim, o trânsito fica lento na Geremário até 20:30 ou mais) causou uma certa surpresa aos desavisados. Contudo, a recepção dos pedestres e dos motoristas foi bastante positiva. Os motoristas que tentavam “furar” a Bicicletada, quando abordados recebiam informativos, eram convidados a participar da próxima Bicicletada e compreendiam nosso propósito. Pedestres também recebiam panfletos, mas no geral a panfletagem foi bem tímida. As musiquinhas animaram e chamaram a atenção de pessoas que não estão muito acostumadas a ver esse tipo de coisa por aqui.

O que mais me impressionou naquela noite foi ver uma mulher parar o carro na av. Três Rios (no pézinho da Grajaú – Jacarepaguá) para saber mais sobre a Bicicletada. Dois participantes foram conversar com ela e disseram que ela gostou da iniciativa. Ela chegou a perguntar quanto custava para participar (rs). Como bem disse a Aline (que costuma frequentar a Bicicletada no Centro), a participação custa um sorriso. E pode chegar de cara emburrada, quando conseguir um sorriso no meio da Bicicletada você paga. Espero que ela apareça na próxima.

Após a Bicicletada, nos reunimos para trocar impressões sobre o evento. O saldo nos pareceu positivo: as reações de motoristas e pedestres que notamos foram bacanas e os marinheiros de primeira viagem gostaram e ficaram com vontade de participar das próximas bicicletadas.

Mais fotos minhas no Flickr.

Vídeos e fotos feitos pelo Ary.

Lembre-se: a Bicicletada zona oeste acontecerá toda 2º sexta-feira do mês com concentração às 19:00 no Largo do Pechincha, Jpa. No mês de junho será no dia 08. Participe! Venha de bicicleta, skate, pogobol, patinete, correndo ou com qualquer outro veículo movido a propulsão humana (você é o motor).  Não é preciso ser atleta ou ciclista profissional para participar, o ritmo é o do mais lento.

Para quem não sabe: Bicicletada (ou Massa Crítica) é um evento/movimento/”coincidência organizada” que ocorre mensalmente e é realizado por entusiastas de veículos movidos a propulsão humana que se reúnem para estimular/celebrar seus meios de locomoção e reivindicar seu espaço nas ruas. A Bicicletada não é ONG, não tem vínculos partidários, governamentais, religiosos ou quaisquer outros vínculos institucionais. Além disso, não possui líderes ou representantes, por isso as decisões de trajetos, formas de atuação e diálogo com as pessoas que observam a passagem da Bicicletada são tomadas coletivamente entre os participantes na concentração. O ritmo é o do mais lento, não é preciso ser atleta ou ciclista profissional.

Mais informações:

http://bicicletada.org/zonaoesterio

http://bicicletada.org/riodejaneiro

bicicletadariodejaneiro@googlegroups.com

https://www.facebook.com/BicicletadaRioDeJaneiro

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Guaratiba II

Rio, 29 de janeiro de 2012.

O plano era pedalar com alguns amigos de fixa no Aterro, mas a chuva às 6:30 não me animou muito a sair de casa para pedalar. Como disse em outra ocasião: não tenho problema em pedalar na chuva, desde que ela me pegue no meio do caminho. Enfim, fiquei enrolando em casa até a chuva passar e acabei não pedalando com o pessoal no Aterro, pois chegaria no final do pedal. Quando a chuva parou, saí para pedalar por aqui mesmo – sozinho.

Decidi ir para Barra de Guaratiba para pedalar em dois lugares em especial, a serra de Guaratiba (divisa Recreio – Guaratiba) e subida do Grumari (divisa Guaratiba – Grumari). O trajeto foi bem parecido com o do primeiro pedal  que postei aqui (em março de 2011), mas dessa vez não fui até a praia de Barra de Guaratiba. Não foi um rolé muito longo, pois planejava sair a tarde. Contudo, teve umas subidinhas legais. Segundo o google maps, fiz 60km, mas não sei se é isso mesmo, pois não uso mais ciclo computador (velocímetro). Pode ser que algum dia volte a usar, mas por enquanto estes dados pouco importam. Vou me guiando pela dor, cansaço, ânimo, sede, fome, fôlego, etc.

O trajeto foi bem simples: saí da Gardênia e fui pela Ayrton Senna até a Av. das Américas (onde, pra variar, peguei um vento contra); dei um descanso de 5 min., subi a serra de Guaratiba (que ainda é Av. das Américas) e depois peguei a estrada Roberto Burle Marx; virei na estrada do Grumari (uma subidinha bem molhada e escorregadia) e fui direto até o canal do Recreio. No Recreio, fiz uma parada no restaurante Caminho do Mar (um dos poucos veganos da zona oeste –  na real, só conheço esse por aqui) e tomei um suco luz do sol ( :-9 ótimo! nunca tinha tomado). Depois peguei Américas e Ayrton Senna – casa.

Serra de Guaratiba e Estrada do Grumari

A Serra de Guaratiba é bem tranquila de subir. Lembrava dela como sendo um pouco mais difícil. Como faz quase um ano de diferença da última vez que estive lá, é normal que agora ela pareça mais fácil. Na estrada R. Burle Marx parei em frente ao sítio que dá nome a estrada. Tirei umas fotos e a chuva começou a engrossar. Do sítio Burle Marx até a estrada do Grumari, tomei uma baita chuva. Muito bom!   Lavou a alma. Não tirei foto nem filmei por razões obvias.

Lembrava que a estrada do Grumari era bem complicadinha (pista estreita, inclinação e curvas acentuadas). Dessa vez foi mais complicado subir não só por estar de fixa, mas também pelo asfalto molhado e os carros vindo no sentido oposto.

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Link do mapa:  http://g.co/maps/ya4ya

NUVEM: Música+Bicicleta

Rio.

Oi, só passando para ajudar a divulgar um evento que rola no domingo aqui no Rio.

Domingo (22/01) às 16h no Aterro do Flamengo. É “di grátis”. Leve grana para comer e beber.

Acesse Nuvem.fm. Na página, existe um mapa com o trajeto do evento.

Descrição na página do evento no Facebook:

“eis que a hibernação chega ao fim: a NUVEM começa a flanar pelas ruas!!!

como pede um bom domingão de feriado, a estreia vai ser no esquema preguicinha de veraneio. nosso querido padroeiro já foi todo flechado. não merece um tímpano estourado pelos nossos decibéis…

vamos desfilar por aí na maciota, mostrando do que são capazes apenas alguns dos módulos do nosso sistema de som sobre duas rodas…

ventinhos gozosos e música no volume certo pra todo mundo ser feliz, pedalando, bailando, apreciando a paisagem, na companhia de pessoas cativantes.

tá na hora de curtir recantos públicos e mágicos da cidade que merecem nossa alegria!

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:: COMO FAZ? ::
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• a NUVEM é móvel. como sei onde ela tá?

estamos aprimorando nosso sistema de monitoramento. por ora vamos contar esse segredinho aos pés da orelha.

partimos às 14h da praça da cruz vermelha, na lapa, de bike, espalhando sapequice pelo caminho com muita música. pegamos o aterro e pedalamos até o leme, onde lá pelas 15h vamos dar um mergulho revigorante no mar. coisa rápida, porque nessa gincana ganha quem chegar às 16h no aterro, no nosso ponto marcado no mapa.

lá o baile vai até depois do por do sol.

você pode se juntar no meio da brincadeira. dá um confere no roteiro completo nohttp://nuvem.fm/

• preciso ir de bike?

não!

lá na festa você pode chegar como preferir: de bicicleta, a pé, de patinete, de skate, de busão, de metrô, de jet ski, de paraquedas, no lombo do jegue, de táxi… e até de carro (a gente deixa, só que se vira pra estacionar!).

recebemos todos com igual furor!

• com que roupa eu vou?

venha lindo. coloque seu melhor pisca-pisca na orelha, uma tanguinha básica e um bom protetor solar. lembre-se que é na rua e que você quer ficar super confortável.

• vou ficar de bico seco e estômago furado?

a NUVEM se preocupa com você, que no meio da tarde vai ficar super lariquento. nosso GT de alimentação selecionou quitutes deliciosos, bebericos inebriantes e comidinhas alucinantes!

tudo que você consumir gera dim dim pros nossos parceiros alimentícios, sem comissão pra NUVEM.

• essa maravilha é paga?

não! a festa é 0800. só chegar!

traga dinheiros apenas pros comes e bebes!”

Rolé até Barra de Guaratiba

Rio, 13 de março de 2011.

Fui convidado por um amigo (Rodrigo) para pedalar com o grupo Ciclista JPA da Pça. Jauru (Taquara) até Barra de Guaratiba.

Acordei bem cedo (às 5:30) e já comecei o dia levando um susto. Já tinha arrumado tudo e quando fui pegar meu camelo, vi que ele não estava lá. Como ninguém lá em casa pega o meu camelo, imaginei logo que alguém tivesse roubado. Instantes depois o meu primo aparece com a porra da bicicleta. Xinguei muito ele.

Depois do susto fui pra Taquara e lá encontrei o pessoal que ia pedalar. A saída estava prevista para 7:00, mas acabamos saindo às 7:30. Dali, iríamos seguir para a Av. Ayrton Senna para encontrar mais dois ciclistas. Se o Rodrigo tivesse me avisado que encontraríamos mais pessoas na Av. Ayrton Senna não teria pedalado até a Pça. Jauru. Mas pensando bem, se o objetivo era pedalar, não tenho do que reclamar. Ficamos um tempo conversando enquanto alguém trocava uma câmara furada. A próxima parada era o pé da serra que liga entre o Recreio e Guaratiba, seguindo pela Av. das Américas. Éramos 11 ciclistas.

Assim que saímos e pedalamos uns 500 metros, o Rodrigo me avisou que a minha roda traseira estava bambeando demais. Já estava suspeitando disso, mas geralmente sinto que a roda bambeia com mais intensidade quando desço alguma ladeira (“lomba” para os gaúchos). Havia sentido isso quando desci a Grajaú-JPA dias atrás quando fui pra bicicleta em apoio à Massa Crítica de Poa. Pensando que se tratava de pneu vazio ou algo semelhante parei em um posto para calibrar, mas o problema não era (é) do pneu. Esse pouco tempo que parei para calibrar foi o suficiente para que a maior parte do grupo disparasse na frente. Quando voltei a pedalar, acelerei bastante porque sabia que quando o pessoal pegasse a Av. das Américas iria comer asfalto que nem louco. Consegui alcançar um dos ciclistas, o cara estava bem devagar (tipo 22 km/h, no máximo). Decidi ir junto com ele para não deixá-lo sozinho e também porque queria descansar um pouco depois da esticada. Assim fomos até o pé da serra. Só no finalzinho (últimos 2 ou 3 km) é que deixei ele para trás, mas ali já estávamos bem perto do grupo.

O restante do grupo já estava ansioso esperando num posto. Quando o camarada que ficou pra trás chegou, descansamos mais um pouco e seguimos para subir a serra. Agora a brincadeira ia começar.

Permita-me fazer uma digressão.

Diferentemente do Rio, aqui em Poa para qualquer lugar que eu vá, tenho que pegar uma ladeira. Logo que comecei a andar de camelo aqui, achei isso uma merda. Com o tempo, além de me acostumar a subir ladeiras, fui pegando o gosto por isso. Às vezes quando volto do Centro, prefiro subir a Cristiano Fischer do que a Antônio de Carvalho (a primeira é bem inclinada, mas não é tão longa quanto a segunda; já a segunda é longa e não é tão inclinada). Uma vez tentei subir a Oscar Pereira para ir ao Santuário Mãe de Deus, mas foi foda. Tive que parar para descansar, não deu para subir de uma vez. Além do baita desgaste, a pista é estreita e fluxo de carro e ônibus dificulta ainda mais. Mas gostei do incentivo que alguns motoristas deram, foi bem bacana mesmo. Um dia chego lá. Em suma, Poa está me preparando para encarar essas lombas da vida.Quando me sentir preparado, visitarei meu amigo Douglas em Belo Horizonte (um lugarzinho cheio de ladeira).

Fim da digressão.

Quando começamos a subir, decidi ir com o pessoal que estava na frente para ver se aguentava o pique. Aguentei bem. A subida foi um pouquinho longa, mas não era íngreme. Quando parte do grupo (4 pessoas) chegou no topo da serra, esperamos os demais. Recebemos a notícia que o camelo do Vitão havia quebrado logo no início da subida.

Foto: Pablo F. Gazitúa

Infelizmente, o Vitão não pôde continuar. Uma pena, não só pela companhia, mas também porque ele tinha preparado uma câmera na bicicleta para filmar a descida. Depois que reunimos todo o grupo, descemos a serra em direção à Guaratiba. O engraçado é que dessa vez a roda traseira não bambeou. Quando pegamos a Est. Burle Max de Guaratiba, seguimos num ritmo mais lento até Barra de Guaratiba.

Em Barra de Guaratiba, nossa pausa foi bem maior. O pessoal parou para lanchar. Tirei algumas fotos, tomei um mate, comi umas bananas e aproveitei para encher a caramanhola (garrafinha da bicicleta). Ah! outra digressão: de manhã quando saí de casa, amassei umas folhas de hortelã e coloquei dentro da garrafinha. Pus a água (em temperatura ambiente) e dei uma sacudida e a água ficou com um gostinho de hortelã. Não sei o efeito “medicinal” disso, mas deixou a água mais refrescante. Lá em Barra de Guaratiba, enchi a garrafinha com água gelada e o gosto se manteve. Vou pesquisar para saber se existe alguma contra-indicação. (fim da digressão).

Nesta foto está faltando o Vitão

Já na volta paramos para tirar mais algumas fotos e seguimos para serra que liga Barra de Guaratiba à Grumari. Essa serra é bem desgraçada, mesmo para os carros ela é bem complicada – muito íngrime e com curvas bem acentuadas. Foi uma subida bem difícil, eu suava feito um porco. O foda de subida como essa é controlar o camelo. Se você colocar numa marcha muito leve, tem que tomar cuidado para não pedalar com muita força e empinar para trás. O macete é jogar o corpo para frente e controlar a força da pedalada. Um pouco depois do topo tem um mirante bem legal.

Praia de Grumari

A descida (sentido Grumari) não é tão íngreme quanto a subida, mas tem curvas acentuadas e remendos no asfalto. Ainda assim, é possível desenvolver uma velocidade boa, por isso é bom cuidar com os carros, curvas e buracos. A parte da praia de Grumari, confesso, foi um pouco chata, pois tem uma estrada longa de paralelepípedo. A opção é seguir por uma calçadinha de terra batida, não é lá essas coisas, mas trepida menos. Na subida em direção à Prainha a estrada é asfaltada.

Pablo fazendo levantamento de bicicleta.

Passamos pela Prainha e fizemos um descanso quando chegamos ao Recreio. Tivemos que esperar o Rodrigo e outro ciclista, pois a corrente de um deles havia arrebentado. Por sorte, passou um carinha com uma chave de corrente e fez o reparo necessário. Seguimos pedalando pela orla até o Parque Marapendi e contornamos parte do parque até chegar a Av. das Américas. Nesse trecho de volta o grupo já começou a se dispersar. Aliás, sempre tenho a impressão que as pessoas pedalam mais rápido quando estão voltando para casa. Acompanhei parte do grupo até o Autódromo e esperei pelo Rodrigo, pois ainda tinha que passar na casa dele para buscar uma camiseta. Quando nos encontramos, fomos bem devagar pela Est. dos Bandeirantes até a Taquara. Depois de me entregar a camiseta, ele me acompanhou até o R9. Dali segui pela Est. do Tindiba para casa. Antes, porém, só para matar saudade do colégio onde estudava, subi a Ladeira da Freguesia. Já estava bem cansado e tinha que desmontar o camelo para vir para Poa, então voltei direto pra Gardênia.

Foram 91,28 km em 4:35:17. A rota inicial (abaixo) foi feita pelo Márcio, mas ela foi alterada. Mais fotos na página do Grupo Ciclista JPA.

Rota feita pelo Márcio

Gostei do meu desempenho na pedalada, sobretudo nas subidas. Ainda tenho dificuldade em manter uma velocidade alta em lugares planos. O Rio me deixou meio preguiçoso, espero retomar o pique aqui em Poa.